Egregora nas Redes Sociais

Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. É uma força viva e que atua permanentemente na natureza.
Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos, linhas de pensamento, nações e etc.
São capazes de se desenvolver, ficarem complexas e de se metamorfosearem. Egrégora é como um filho coletivo, produzido pela interação das diferentes pessoas envolvidas. Se não conhecermos o fenomeno, as egrégoras vão sendo criadas a esmo e os seus criadores e simpatizantes tornam-se logo seus servos, já que são induzidos a pensar e agir sempre na direção dos vetores que caracterizaram a criação dessas entidades gregárias, como um vício.
Se conhecermos sua existência e as leis naturais que as regem, tornamo-nos capazes de guiarmo-nos conscientemente dentro destas forças. A egrégora acumula a energia de várias pessoas, inclusive quanto mais energia o indivíduo despender, mais força estará emprestando à egrégora para que ela se incorpore às dos demais.
Uma egrégora criada com intenções saudáveis, tende a induzir seus membros a continuar sendo saudáveis. Os antigos consideravam a egrégora um ser vivo, com força e vontade próprias, geradas a partir dos seus criadores e alimentadores, porém independente de cada um deles.
Hoje, as redes sociais são grandes formadoras de egrégoras. Existem páginas que, de acordo com o crescimento de seus seguidores, vão influenciando fortemente grupos de pessoas a pensar e agir na direção dos vetores que a caracterizam.

Nas rede sociais temos grupos que não têm muita consciência disso e se tornam caçadores de “curtidas”, alimentando forças que podem ter um impacto negativo nas pessoas, como: indução ao ódio, auto complacência e crítica voraz a quem pensa diferente chegando até a incitação da violência. Isto acontece em vários vertentes, desde o âmbito político, religioso, intelectual até de relacionamentos.

Preste atenção na qualidade das publicações que você compartilha e curte, analise os comentários e veja se promove insultos, sarcasmos, ironia, violência ou até mesmo a auto complacência – por exemplo naquelas publicações de relacionamento onde a culpa é sempre do outro(a) por não dar certo, ou mesmo sexistas, onde coloca o problema num gênero específico: quando a gente joga a culpa no outro, perde a oportunidade de crescimento interior…

Texto adaptado de Leonardo Maia

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